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Cidade: Santo André 26/01/2012 17h09

Ex-pastor acusado de homicídio está na cadeia

Homem é o principal suspeito de ter assassinado o gerente da Telefônica Fábio Oliveira, cujo corpo foi encontrado em outubro.

O falso pastor identificado como Claudinei, proprietário de um lava rápido que fica no Parque do Pedroso em Santo André, e seria o autor do crime que resultou na morte do gerente da Telefonica Fábio Simon de Oliveira, 44 anos, ocorrido no ano passado, está atrás das grades. Ele foi localizado na manhã desta quinta-feira, por homens da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise), quando transitava pelo Centro de Santo André. Ao ser abordado, ele apresentou documentos falsos.

Segundo a Polícia Civil, a vítima estava desaparecida desde janeiro do ano passado, mas desde então, a família do gerente percebeu que sua conta bancária estava sendo movimentada. Fábio foi sequestrado e morto no cativeiro. Ele mantinha uma sociedade com Claudinei, no lava rápido.

A família de Fábio procurava por pistas de seu paradeiro desde 22 de janeiro. A vítima morava em São Caetano. O corpo de Fábio foi encontrado depois que sua irmã foi até sua agência bancária e descobriu com o gerente que a conta de Fábio ainda estava sendo movimentada. Avisada, a polícia descobriu que cheques da vítima estavam sendo passados em um desmanche de Santo André. Outra informação levantada pela investigação foi de que o dono de um lava rápido vizinho ao desmanche, Claudinei José do Rosário, teria sido o mandante do crime.

Na época, a delegada Lucy Fernandes, titular do 3º Distrito Policial de São Caetano, recebeu informação de testemunhas de que Fábio foi morto após ter feito uma sociedade com Claudinei. Na ficha de Claudinei, consta que ele é acusado pela morte de dois jovens no Ceará.

Diante das informações, a delegada começou a reunir informações e também soube que Elizeu Francisco de Araújo, 25 anos, suspeito de participar do crime, foi preso em Jaguariúna, no Interior de São Paulo, em 31 de janeiro, por porte ilegal de arma. Na delegacia, Elizeu contou que foi contratado por Claudinei, junto com outros dois homens que também estão foragidos. Em seu depoimento, Elizeu revelou que usou cheques e o cartão de Fábio para fazer compras.

As várias pistas levaram à descoberta do local onde o corpo de Fábio foi enterrado, no Parque do Pedroso. De início, a ossada da vítima não foi encontrada. Elizeu contou que tinha enterrado o corpo do gerente da Telefonica próximo a um córrego e que jogou dois pneus por cima. O córrego estava seco durante as buscas, mas com a ajuda de cães farejadores, os restos mortais foram localizados.

O local do cativeiro também foi localizado pelos policiais. A delegada Lucy acredita que Fábio foi atraído para a sociedade, como forma de os criminosos conseguirem a maior quantia de dinheiro da vítima, para, em seguida, assassiná-la.


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