Depois do intervalo do almoço haverá réplicas e tréplicas e, por fim, a sentença.
Terminou neste momento os debates entre defesa e acusação do caso Eloá Pimentel, que acontecem no tribunal do júri, no Fórum de Santo André. Após o intervalo para almoço, acontecem as réplicas e tréplicas e, por fim, a apresentação da sentença contra Lindemberg Alves, 25 anos, acusado de 12 crimes.
Na uma hora e meia em que explanou e defesa do seu cliente, Ana Lúcia Assad, afirmou que não espera a absolvição do réu, mas pediu aos jurados que analisem as provas com cautela para que ele pague apenas pelos erros que cometeu. "Peço que saiam daqui confiantes de que tomaram a decisão correta."
Ana Lúcia voltou a afirmar que Lindemberg não é um monstro, como apontaram testemunhas de acusação, alegando ainda que ele é forte e trabalhador, afim de emocionar os sete jurados.
A advogada voltou a alegar que Lindemberg não planejou matar a ex namorada e que ele apenas atirou ao entrar em pânico, no momento da invasão dos homens do Gate. Ana Lúcia voltou a dizer que imprensa e policiais favoreceram o desfecho trágico.
A advogada espera que Lindemberg responda pelos crimes, mas, por exemplo, no caso do homicídio, que ele seja condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ana Lúcia disse ainda que a popularização do crime é reflexo da condição social do réu.
Após o almoço, defesa e acusação podem entrar em procedimento de réplica e tréplica. Caso esta etapa não seja necessária, a sentença contra Lindemberg pode ser anunciada no fim da tarde.